Edifício Hildebrando de Almeida Prado. Fotografia de Leonardo Finotti
Edifício Hildebrando de Almeida Prado. Fotografia de Leonardo Finotti
Solução projetual
Veneziana guilhotina em madeira para ventilação e controle solar
Nome do projeto

Edifício Hildebrando de Almeida Prado

Solução projetual
Veneziana guilhotina em madeira para ventilação e controle solar
Tipo de solução
Fachada, caixilho, conforto ambiental
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco, venezianas em madeira
Autoria atribuída
Botti Rubin Arquitetos
Ano
1963
Estado
Construído, descaracterização baixa

Modelos 3D

  • EX-023-3D-Edificio Hildebrando de Almeida Prado.3dm
  • EX-023-3D-Edificio Hildebrando de Almeida Prado.dwg
  • EX-023-2D-Edificio Hildebrando de Almeida Prado.dwg
  • EX-023-2D-Edificio Hildebrando de Almeida Prado.pdf

Aspectos inovadores

Aspectos principais
No projeto para o Edifício Hildebrando de Almeira Prado, Botti Rubin adotam na fachada principal - voltada à Rua Itacolomi, em São Paulo - venezianas do tipo guilhotina executadas em madeira de cedro e que deslizam verticalmente por meio de contrapesos embutidos nas esquadrias. Além da função prática imediata do controle solar e da indução à ventilação natural, as venezianas, que ocupam os espaços entre pilares na estrutura perimetral da torre, configuram a fachada do edifício e ditam a linguagem do projeto. Aqui a estrutura é outro elemento de destaque, ao posicionar os pilares nas bordas dos pavimentos e liberar a planta para diferentes possibilidades de configurações dos ambientes de estar.
No projeto para o Edifício Hildebrando de Almeira Prado, Botti Rubin adotam na fachada principal - voltada à Rua Itacolomi, em São Paulo - venezianas do tipo guilhotina executadas em madeira de cedro e que deslizam verticalmente por meio de contrapesos embutidos nas esquadrias. Além da função prática imediata do controle solar e da indução à ventilação natural, as venezianas, que ocupam os espaços entre pilares na estrutura perimetral da torre, configuram a fachada do edifício e ditam a linguagem do projeto. Aqui a estrutura é outro elemento de destaque, ao posicionar os pilares nas bordas dos pavimentos e liberar a planta para diferentes possibilidades de configurações dos ambientes de estar.
Relevância / contribuição
O projeto do edifício evidencia a possibilidade de incorporação de um elemento de fachada com dupla função: venezianas dobráveis para proteção solar e ventilação, com diferentes níveis de respostas a depender da posição escolhida pelo usuário para o elemento. A solução se mostra viável para aplicação em maior escala, através da produção industrial e com o emprego de tecnologias e materiais disponíveis atualmente.
O projeto do edifício evidencia a possibilidade de incorporação de um elemento de fachada com dupla função: venezianas dobráveis para proteção solar e ventilação, com diferentes níveis de respostas a depender da posição escolhida pelo usuário para o elemento. A solução se mostra viável para aplicação em maior escala, através da produção industrial e com o emprego de tecnologias e materiais disponíveis atualmente.
Aspectos técnicos contemporâneos
O muxarabi, elemento atualmente reinterpretado sob princípios de racionalidade construtiva e modulação¹, atua como dispositivo passivo de controle solar², ventilação cruzada³ e privacidade⁴. Em relação ao brise, versões articuláveis podem apresentar desempenho superior no controle visual e lumínico ao permitir maior visibilidade para o exterior e reduzir o ofuscamento⁵.

Estudos sobre dispositivos de sombreamento evidenciam seu impacto direto no desempenho energético das edificações. Em São Paulo, janelas sombreadas apresentaram aumento significativo do desempenho térmico em fachadas críticas, com reduções no consumo de energia de até 87,5% nos cenários analisados⁶.
Nesse contexto, a possibilidade de articulação dos muxarabis permite ajustar continuamente a filtragem da luz solar ao longo do dia, respondendo à variação da incidência e reforçando sua adequação às condições climáticas locais³.
O muxarabi, elemento atualmente reinterpretado sob princípios de racionalidade construtiva e modulação¹, atua como dispositivo passivo de controle solar², ventilação cruzada³ e privacidade⁴. Em relação ao brise, versões articuláveis podem apresentar desempenho superior no controle visual e lumínico ao permitir maior visibilidade para o exterior e reduzir o ofuscamento⁵.

Estudos sobre dispositivos de sombreamento evidenciam seu impacto direto no desempenho energético das edificações. Em São Paulo, janelas sombreadas apresentaram aumento significativo do desempenho térmico em fachadas críticas, com reduções no consumo de energia de até 87,5% nos cenários analisados⁶.
Nesse contexto, a possibilidade de articulação dos muxarabis permite ajustar continuamente a filtragem da luz solar ao longo do dia, respondendo à variação da incidência e reforçando sua adequação às condições climáticas locais³.

Ficha técnica

Solução projetual
Veneziana guilhotina em madeira para ventilação e controle solar
Veneziana guilhotina em madeira para ventilação e controle solar
Nome do projeto
Edifício Hildebrando de Almeida Prado
Edifício Hildebrando de Almeida Prado
Autoria atribuída
Botti Rubin Arquitetos
Botti Rubin Arquitetos
Ano
1963
1963
Local
R. Itacolomi, 193 - Higienópolis, São Paulo - SP
R. Itacolomi, 193 - Higienópolis, São Paulo - SP
Região
Sudeste
Sudeste
Equipe técnica e fornecedores
Construtora Yazbek
Construtora Yazbek
Escolha do projeto
Uso de venezianas móveis de madeira como elementos para controle solar, utilizadas como partido de expressão arquitetônica em contraste com a estrutura de concreto aparente.
Uso de venezianas móveis de madeira como elementos para controle solar, utilizadas como partido de expressão arquitetônica em contraste com a estrutura de concreto aparente.
Relevância / contribuição
O projeto do edifício evidencia a possibilidade de incorporação de um elemento de fachada com dupla função: venezianas dobráveis para proteção solar e ventilação, com diferentes níveis de respostas a depender da posição escolhida pelo usuário para o elemento. A solução se mostra viável para aplicação em maior escala, através da produção industrial e com o emprego de tecnologias e materiais disponíveis atualmente.
O projeto do edifício evidencia a possibilidade de incorporação de um elemento de fachada com dupla função: venezianas dobráveis para proteção solar e ventilação, com diferentes níveis de respostas a depender da posição escolhida pelo usuário para o elemento. A solução se mostra viável para aplicação em maior escala, através da produção industrial e com o emprego de tecnologias e materiais disponíveis atualmente.
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco, venezianas em madeira
Concreto moldado in loco, venezianas em madeira
Elementos arquitetônicos
Caixilho, fachada
Caixilho, fachada
Material
Concreto, madeira
Concreto, madeira
Aspectos principais
No projeto para o Edifício Hildebrando de Almeira Prado, Botti Rubin adotam na fachada principal - voltada à Rua Itacolomi, em São Paulo - venezianas do tipo guilhotina executadas em madeira de cedro e que deslizam verticalmente por meio de contrapesos embutidos nas esquadrias. Além da função prática imediata do controle solar e da indução à ventilação natural, as venezianas, que ocupam os espaços entre pilares na estrutura perimetral da torre, configuram a fachada do edifício e ditam a linguagem do projeto. Aqui a estrutura é outro elemento de destaque, ao posicionar os pilares nas bordas dos pavimentos e liberar a planta para diferentes possibilidades de configurações dos ambientes de estar.
No projeto para o Edifício Hildebrando de Almeira Prado, Botti Rubin adotam na fachada principal - voltada à Rua Itacolomi, em São Paulo - venezianas do tipo guilhotina executadas em madeira de cedro e que deslizam verticalmente por meio de contrapesos embutidos nas esquadrias. Além da função prática imediata do controle solar e da indução à ventilação natural, as venezianas, que ocupam os espaços entre pilares na estrutura perimetral da torre, configuram a fachada do edifício e ditam a linguagem do projeto. Aqui a estrutura é outro elemento de destaque, ao posicionar os pilares nas bordas dos pavimentos e liberar a planta para diferentes…
Aspectos técnicos contemporâneos
O muxarabi, elemento atualmente reinterpretado sob princípios de racionalidade construtiva e modulação¹, atua como dispositivo passivo de controle solar², ventilação cruzada³ e privacidade⁴. Em relação ao brise, versões articuláveis podem apresentar desempenho superior no controle visual e lumínico ao permitir maior visibilidade para o exterior e reduzir o ofuscamento⁵.

Estudos sobre dispositivos de sombreamento evidenciam seu impacto direto no desempenho energético das edificações. Em São Paulo, janelas sombreadas apresentaram aumento significativo do desempenho térmico em fachadas críticas, com reduções no consumo de energia de até 87,5% nos cenários analisados⁶.
Nesse contexto, a possibilidade de articulação dos muxarabis permite ajustar continuamente a filtragem da luz solar ao longo do dia, respondendo à variação da incidência e reforçando sua adequação às condições climáticas locais³.
O muxarabi, elemento atualmente reinterpretado sob princípios de racionalidade construtiva e modulação¹, atua como dispositivo passivo de controle solar², ventilação cruzada³ e privacidade⁴. Em relação ao brise, versões articuláveis podem apresentar desempenho superior no controle visual e lumínico ao permitir maior visibilidade para o exterior e reduzir o ofuscamento⁵.

Estudos sobre dispositivos de sombreamento evidenciam seu impacto direto no desempenho energético das edificações. Em São Paulo, janelas sombreadas apresentaram aumento significativo do desempenho térmico em fachadas críticas, com reduções no consumo de energia…
Descrição
No projeto para o Edifício Hildebrando de Almeida Prado, Botti Rubin adotam, na fachada principal - voltada a Rua Itacolomi, em Higienópolis - venezianas guilhotinas em madeira (cedro) entrelaçada que deslizam verticalmente por meio de contrapesos. Essas venezianas, configuram a fachada do edifício, ocupando os espaços entre os pilares que conformam a estrutura perimetral. A estrutura do edifício é outro elemento de destaque, uma vez que, ao criar uma solução estrutural perimitral se permitem diferentes configurações de planta nas áreas de estar. "Esse é verdadeiramente o primeiro (1966) edifício alto de São Paulo cuja estrutura de sustentação de concreto armado aparente foi determinante de uma expressão arquitetônica que seria típica de outros projetos da Botti Rubin durante muitos anos. A idéia seria banalizada e usada em muitos outros prédios no Brasil, mas o sistema de transição dupla nunca foi repetido.
Os pilares externos referidos se apóiam em vigas de transição transversais, uma por módulo, e essas se apoiam em duas vigas longitudinais recuadas em relação às fachadas; estas, por sua vez, nos pilares principais 'pilotis'. Dessa forma fica liberado o espaço para uma utilização adequada do público no térreo, e dos estacionamentos no subsolo. A organização da planta do andar tipo determina a adequação inicial dos cômodos a uma modulação básica de 1,70 metro. Cada eixo corresponde a um pilar de concreto situado no plano das duas fachadas principais. Não há pilares internos, o que permite o rearranjo interno dos andares segundo a necessidade de cada proprietário." (Botti Rubin, 2006) Nesse sentido, em entrevista a Alberto Botti, o arquiteto evidencia a importância de trabalhar em conjunto com o calculista do edifícios, podendo explorar arquitetonicamente e visualmente a estrutura.
No projeto para o Edifício Hildebrando de Almeida Prado, Botti Rubin adotam, na fachada principal - voltada a Rua Itacolomi, em Higienópolis - venezianas guilhotinas em madeira (cedro) entrelaçada que deslizam verticalmente por meio de contrapesos. Essas venezianas, configuram a fachada do edifício, ocupando os espaços entre os pilares que conformam a estrutura perimetral. A estrutura do edifício é outro elemento de destaque, uma vez que, ao criar uma solução estrutural perimitral se permitem diferentes configurações de planta nas áreas de estar. "Esse é verdadeiramente o primeiro (1966) edifício alto de São Paulo cuja estrutura de…
Estado
Construído, descaracterização baixa
Construído, descaracterização baixa
Uso original
Habitacional
Habitacional
Uso atual
Habitacional
Habitacional
Instituição depositária
Centro Histórico Mackenzie
Centro Histórico Mackenzie
Contato
Centro Histórico e Cultural Mackenzie
(11) 2114-8661
(11) 2114-8661
chcm@mackenzie.br
Centro Histórico e Cultural Mackenzie
(11) 2114-8661
(11) 2114-8661
chcm@mackenzie.br
Créditos
Entrevista Alberto Botti (março de 2026)
Acervo Biblioteca FAU USP - Revista Acropole CC
Fotografia contemporânea de Leonardo Finotti.
Entrevista Alberto Botti (março de 2026)
Acervo Biblioteca FAU USP - Revista Acropole CC
Fotografia contemporânea de Leonardo Finotti.

Fontes e referências