Publicação do projeto em revista internacional em edição dedicada ao Brasil [título atribuído], 1947. Fonte: Usine de torrêfaction et entrepots. L'acrchitecture d'aujourd'hui. Paris, ano 18, n.13-14, p.87, set. 1947 [imagem editada]
Publicação do projeto em revista internacional em edição dedicada ao Brasil [título atribuído], 1947. Fonte: Usine de torrêfaction et entrepots. L'acrchitecture d'aujourd'hui. Paris, ano 18, n.13-14, p.87, set. 1947 [imagem editada]
Solução projetual
Transição entre cobogós externos e caixilho de vidro por meio de jardim
Nome do projeto

Cia. Jardim de Cafés Finos

Solução projetual
Transição entre cobogós externos e caixilho de vidro por meio de jardim
Tipo de solução
Controle solar, conforto ambiental, controle solar, fachada, conforto ambiental
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Autoria atribuída
Rino Levi
Ano
1943-1945
Estado
Demolido

Modelos 3D

  • EX-039-3D-CIA-JARDIM.3dm
  • EX-039-3D-CIA-JARDIM.dwg
  • EX-039-2D-CIA-JARDIM.dwg
  • EX-039-2D-CIA-JARDIM.pdf

Aspectos inovadores

Aspectos principais
A criação de espaços entre os aparatos de controle solar - sejam brises ou elementos vazados - e as esquadrias internas, faz parte das estratégias projetuais para dispersão de calor entre o exterior e o ambiente interno das edificações. Diferentes projetos tratam de formas distintas o vão interno adjacente à fachada dos edifícios. No caso do Jardins de Cafés Finos, a inovação está na criação de um espaço de transição concebido como jardim interno, plantado em floreiras entre os elementos vazados de concreto para controle solar - cobogós - e as esquadrias de vidro. Esta mesma solução seria adotada no ano seguinte, no projeto da residência do próprio arquiteto.
A criação de espaços entre os aparatos de controle solar - sejam brises ou elementos vazados - e as esquadrias internas, faz parte das estratégias projetuais para dispersão de calor entre o exterior e o ambiente interno das edificações. Diferentes projetos tratam de formas distintas o vão interno adjacente à fachada dos edifícios. No caso do Jardins de Cafés Finos, a inovação está na criação de um espaço de transição concebido como jardim interno, plantado em floreiras entre os elementos vazados de concreto para controle solar - cobogós - e as esquadrias de vidro. Esta mesma solução seria adotada no ano seguinte, no projeto da residência do próprio arquiteto.
Relevância / contribuição
O edifício apresenta duas soluções pertinentes às discussões contemporâneas: controle solar integrado à arquitetura e uso de elementos industrializados voltados à racionalização construtiva. As soluções de conforto ambiental, cada vez mais necessárias como ações projetuais de enfrentamento às mudanças climáticas, podem se desdobrar em diferentes estratégias. Neste projeto, houve a adoção de elementos vazados industrializados, chamados cobogós, os quais tem aplicabilidades sob materialidades e formas diversas. As floreiras, neste projeto, são um diferencial ao agregar qualidade espacial aderida junto à solução de controle solar.
O edifício apresenta duas soluções pertinentes às discussões contemporâneas: controle solar integrado à arquitetura e uso de elementos industrializados voltados à racionalização construtiva. As soluções de conforto ambiental, cada vez mais necessárias como ações projetuais de enfrentamento às mudanças climáticas, podem se desdobrar em diferentes estratégias. Neste projeto, houve a adoção de elementos vazados industrializados, chamados cobogós, os quais tem aplicabilidades sob materialidades e formas diversas. As floreiras, neste projeto, são um diferencial ao agregar qualidade espacial aderida junto à solução de controle solar.
Aspectos técnicos contemporâneos
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento ativo de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e estratégias de ventilação natural que contribuem diretamente para o desempenho ambiental das edificações.²
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Embora as condições climáticas regionais do Brasil impeçam a definição de um desempenho absoluto, estudos indicam que os espaços de transição podem ser mais eficientes para o conforto térmico quando utilizados em conjunto com outras estratégias passivas de sombreamento, como brises, cobogós, vegetação ou barreiras³.
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento ativo de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e estratégias de ventilação natural que contribuem diretamente para o desempenho ambiental das edificações.²
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Embora as condições climáticas regionais do Brasil impeçam a definição de um desempenho absoluto, estudos indicam que os espaços de transição podem ser mais eficientes para o conforto térmico quando utilizados em conjunto com outras estratégias passivas de sombreamento, como brises, cobogós, vegetação ou barreiras³.

Ficha técnica

Solução projetual
Transição entre cobogós externos e caixilho de vidro por meio de jardim
Transição entre cobogós externos e caixilho de vidro por meio de jardim
Nome do projeto
Cia. Jardim de Cafés Finos
Cia. Jardim de Cafés Finos
Autoria atribuída
Rino Levi
Rino Levi
Ano
1943-1945
1943-1945
Local
Av. do Estado, 5814 - Cambuci, São Paulo - SP
Av. do Estado, 5814 - Cambuci, São Paulo - SP
Região
Sudeste
Sudeste
Escolha do projeto
O projeto apresenta solução de controle solar através de cobogós de concreto externos à fachada, permitindo a criação de jardim interno que atua também como elemento de transição entre os espaços interno e externo). Obs.: não conheço e não encontrei plantas deste projeto.
O projeto apresenta solução de controle solar através de cobogós de concreto externos à fachada, permitindo a criação de jardim interno que atua também como elemento de transição entre os espaços interno e externo). Obs.: não conheço e não encontrei plantas deste projeto.
Relevância / contribuição
O edifício apresenta duas soluções pertinentes às discussões contemporâneas: controle solar integrado à arquitetura e uso de elementos industrializados voltados à racionalização construtiva. As soluções de conforto ambiental, cada vez mais necessárias como ações projetuais de enfrentamento às mudanças climáticas, podem se desdobrar em diferentes estratégias. Neste projeto, houve a adoção de elementos vazados industrializados, chamados cobogós, os quais tem aplicabilidades sob materialidades e formas diversas. As floreiras, neste projeto, são um diferencial ao agregar qualidade espacial aderida junto à solução de controle solar.
O edifício apresenta duas soluções pertinentes às discussões contemporâneas: controle solar integrado à arquitetura e uso de elementos industrializados voltados à racionalização construtiva. As soluções de conforto ambiental, cada vez mais necessárias como ações projetuais de enfrentamento às mudanças climáticas, podem se desdobrar em diferentes estratégias. Neste projeto, houve a adoção de elementos vazados industrializados, chamados cobogós, os quais tem aplicabilidades sob materialidades e formas diversas. As floreiras, neste projeto, são um diferencial ao agregar qualidade espacial aderida junto à solução de controle solar.
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Concreto moldado in loco
Elementos arquitetônicos
Fachada, cobogó
Fachada, cobogó
Material
Concreto
Concreto
Aspectos principais
A criação de espaços entre os aparatos de controle solar - sejam brises ou elementos vazados - e as esquadrias internas, faz parte das estratégias projetuais para dispersão de calor entre o exterior e o ambiente interno das edificações. Diferentes projetos tratam de formas distintas o vão interno adjacente à fachada dos edifícios. No caso do Jardins de Cafés Finos, a inovação está na criação de um espaço de transição concebido como jardim interno, plantado em floreiras entre os elementos vazados de concreto para controle solar - cobogós - e as esquadrias de vidro. Esta mesma solução seria adotada no ano seguinte, no projeto da residência do próprio arquiteto.
A criação de espaços entre os aparatos de controle solar - sejam brises ou elementos vazados - e as esquadrias internas, faz parte das estratégias projetuais para dispersão de calor entre o exterior e o ambiente interno das edificações. Diferentes projetos tratam de formas distintas o vão interno adjacente à fachada dos edifícios. No caso do Jardins de Cafés Finos, a inovação está na criação de um espaço de transição concebido como jardim interno, plantado em floreiras entre os elementos vazados de concreto para controle solar - cobogós - e as esquadrias de vidro. Esta mesma solução seria adotada no ano seguinte, no projeto da residência do…
Aspectos técnicos contemporâneos
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento ativo de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e estratégias de ventilação natural que contribuem diretamente para o desempenho ambiental das edificações.²
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Embora as condições climáticas regionais do Brasil impeçam a definição de um desempenho absoluto, estudos indicam que os espaços de transição podem ser mais eficientes para o conforto térmico quando utilizados em conjunto com outras estratégias passivas de sombreamento, como brises, cobogós, vegetação ou barreiras³.
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento ativo de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e estratégias de ventilação natural que contribuem diretamente para o desempenho ambiental das edificações.²
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Embora as condições climáticas regionais do…
Descrição
Em um dos poucos estudos que se debruçam sobre o projeto – posteriormente desdobrado em publicação acerca da trajetória de Rino Levi, com registros de Nelson Kon e organização de Abilio Guerra – Anelli (1995) descreve a relação entre os edifícios do conjunto da Companhia Jardim de Cafés Finos e analisa o uso de elementos vazados de concreto, evidenciando inclusive os impactos das restrições de acesso a materiais como o ferro no período, que influenciaram a adoção desses blocos.

O projeto, de 1943, foi concebido a partir de três volumes funcionais dispostos ao longo da avenida. O maior correspondia ao galpão industrial, marcado por brises lineares que reforçavam sua horizontalidade. O segundo volume, vertical, abrigava as etapas de torrefação, moagem e embalagem, recebendo brises verticais na face de acesso, que acentuavam sua forma. Nas laterais, uma grelha estruturava um plano de blocos vazados, criando ponto focal em contraste com a horizontalidade do galpão.

O terceiro volume articulava administração, no pavimento inferior, e refeitório, no superior. A administração recebeu fechamento em brises compostos por blocos de concreto retangulares, levemente afastados dos caixilhos de vidro, conformando um espaço intermediário ajardinado.
Em um dos poucos estudos que se debruçam sobre o projeto – posteriormente desdobrado em publicação acerca da trajetória de Rino Levi, com registros de Nelson Kon e organização de Abilio Guerra – Anelli (1995) descreve a relação entre os edifícios do conjunto da Companhia Jardim de Cafés Finos e analisa o uso de elementos vazados de concreto, evidenciando inclusive os impactos das restrições de acesso a materiais como o ferro no período, que influenciaram a adoção desses blocos.

O projeto, de 1943, foi concebido a partir de três volumes funcionais dispostos ao longo da avenida. O maior correspondia ao galpão industrial, marcado…
Estado
Demolido
Demolido
Uso original
Industrial
Industrial
Instituição depositária
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP)
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP)
Contato
https://www.fau.usp.br/apoio-didatico/biblioteca/
E-mail: bibfauatend@usp.br
Telefones: (11) 3091-4518 / 3091-4519 / 3091-5038
https://www.fau.usp.br/apoio-didatico/biblioteca/
E-mail: bibfauatend@usp.br
Telefones: (11) 3091-4518 / 3091-4519 / 3091-5038
Créditos
Biblioteca FAU USP
Biblioteca FAU USP

Fontes e referências