Fachada da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) [título atribuído]. Fotografia de Leonardo Finotti.
Fachada da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) [título atribuído]. Fotografia de Leonardo Finotti.
Solução projetual
Brise fixo com área de dispersão de calor
Nome do projeto

Edifício Associação Brasileira de Imprensa (ABI)

Solução projetual
Brise fixo com área de dispersão de calor
Tipo de solução
Controle solar, controle solar, conforto ambiental, fachada
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Autoria atribuída
Marcelo Roberto, Milton Roberto
Ano
1936-1938
Estado
Construído, descaracterização baixa

Modelos 3D

  • EX-019-3D-ABI _1_.3dm
  • EX-019-2D-ABI.dwg
  • EX-019-3D-ABI.dwg
  • EX-019-2D-ABI.pdf

Aspectos inovadores

Aspectos principais
O edifício para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), fruto de concurso, simboliza o primeiro uso de brise soleil da arquitetura no Brasil. O projeto enfrentou o desafio do terreno voltado para Norte e Oeste no Rio de Janeiro, com programa de salas de escritórios, biblioteca, setor administrativo e áreas de estar e lazer, adotando fachada com brises de concreto capazes de filtrar os raios solares, enquanto, por meio de espaços avarandados, ocorre a dispersão de calor até o início da área de escritórios. O projeto marcou o início da trajetória profissional dos irmãos Roberto, no período Milton e Marcelo, e foi reconhecido por diversas publicações de veículos especializados.
O edifício para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), fruto de concurso, simboliza o primeiro uso de brise soleil da arquitetura no Brasil. O projeto enfrentou o desafio do terreno voltado para Norte e Oeste no Rio de Janeiro, com programa de salas de escritórios, biblioteca, setor administrativo e áreas de estar e lazer, adotando fachada com brises de concreto capazes de filtrar os raios solares, enquanto, por meio de espaços avarandados, ocorre a dispersão de calor até o início da área de escritórios. O projeto marcou o início da trajetória profissional dos irmãos Roberto, no período Milton e Marcelo, e foi reconhecido por diversas publicações de veículos especializados.
Relevância / contribuição
A sede da ABI introduz uma solução para controle solar nas edificações que endereça não apenas a incidência lumínica, mas também a dissipação de calor através de afastamentos entre a fachada com brises e o fechamento em vidro dos escritórios. Esta solução, pioneira quando de sua execução, justapõe abordagens de controle solar por meio de brises à um desenho indutor da ventilação natural, dotando o aparato de expressão formal enquanto visa ao conforto térmico dos usuários nos interiores da obra.
A sede da ABI introduz uma solução para controle solar nas edificações que endereça não apenas a incidência lumínica, mas também a dissipação de calor através de afastamentos entre a fachada com brises e o fechamento em vidro dos escritórios. Esta solução, pioneira quando de sua execução, justapõe abordagens de controle solar por meio de brises à um desenho indutor da ventilação natural, dotando o aparato de expressão formal enquanto visa ao conforto térmico dos usuários nos interiores da obra.
Aspectos técnicos contemporâneos
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento ativo de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e estratégias de ventilação natural que contribuem diretamente para o desempenho ambiental das edificações.²
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Estudos indicam reduções de até 18,08% na carga térmica, aumento de até 30% nas horas de conforto⁶ e bloqueio solar de até 39,68%⁷ com o uso de brises em edifícios comerciais. No entanto, as variáveis condições climáticas regionais do Brasil impedem a definição de um desempenho absoluto.
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento ativo de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e estratégias de ventilação natural que contribuem diretamente para o desempenho ambiental das edificações.²
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Estudos indicam reduções de até 18,08% na carga térmica, aumento de até 30% nas horas de conforto⁶ e bloqueio solar de até 39,68%⁷ com o uso de brises em edifícios comerciais. No entanto, as variáveis condições climáticas regionais do Brasil impedem a definição de um desempenho absoluto.

Ficha técnica

Solução projetual
Brise fixo com área de dispersão de calor
Brise fixo com área de dispersão de calor
Nome do projeto
Edifício Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
Edifício Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
Autoria atribuída
Marcelo Roberto, Milton Roberto
Marcelo Roberto, Milton Roberto
Ano
1936-1938
1936-1938
Local
R. Araújo Porto Alegre, 71 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
R. Araújo Porto Alegre, 71 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
Região
Sudeste
Sudeste
Escolha do projeto
Considerado o primeiro projeto a empregar brise-soleil na arquitetura brasileira, aliando estratégias de controle solar e dispersão de calor a elementos da fachada da edificação.
Considerado o primeiro projeto a empregar brise-soleil na arquitetura brasileira, aliando estratégias de controle solar e dispersão de calor a elementos da fachada da edificação.
Relevância / contribuição
A sede da ABI introduz uma solução para controle solar nas edificações que endereça não apenas a incidência lumínica, mas também a dissipação de calor através de afastamentos entre a fachada com brises e o fechamento em vidro dos escritórios. Esta solução, pioneira quando de sua execução, justapõe abordagens de controle solar por meio de brises à um desenho indutor da ventilação natural, dotando o aparato de expressão formal enquanto visa ao conforto térmico dos usuários nos interiores da obra.
A sede da ABI introduz uma solução para controle solar nas edificações que endereça não apenas a incidência lumínica, mas também a dissipação de calor através de afastamentos entre a fachada com brises e o fechamento em vidro dos escritórios. Esta solução, pioneira quando de sua execução, justapõe abordagens de controle solar por meio de brises à um desenho indutor da ventilação natural, dotando o aparato de expressão formal enquanto visa ao conforto térmico dos usuários nos interiores da obra.
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Concreto moldado in loco
Elementos arquitetônicos
Fachada, brise
Fachada, brise
Material
Concreto
Concreto
Aspectos principais
O edifício para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), fruto de concurso, simboliza o primeiro uso de brise soleil da arquitetura no Brasil. O projeto enfrentou o desafio do terreno voltado para Norte e Oeste no Rio de Janeiro, com programa de salas de escritórios, biblioteca, setor administrativo e áreas de estar e lazer, adotando fachada com brises de concreto capazes de filtrar os raios solares, enquanto, por meio de espaços avarandados, ocorre a dispersão de calor até o início da área de escritórios. O projeto marcou o início da trajetória profissional dos irmãos Roberto, no período Milton e Marcelo, e foi reconhecido por diversas publicações de veículos especializados.
O edifício para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), fruto de concurso, simboliza o primeiro uso de brise soleil da arquitetura no Brasil. O projeto enfrentou o desafio do terreno voltado para Norte e Oeste no Rio de Janeiro, com programa de salas de escritórios, biblioteca, setor administrativo e áreas de estar e lazer, adotando fachada com brises de concreto capazes de filtrar os raios solares, enquanto, por meio de espaços avarandados, ocorre a dispersão de calor até o início da área de escritórios. O projeto marcou o início da trajetória profissional dos irmãos Roberto, no período Milton e Marcelo, e foi reconhecido por diversas…
Aspectos técnicos contemporâneos
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento ativo de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e estratégias de ventilação natural que contribuem diretamente para o desempenho ambiental das edificações.²
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Estudos indicam reduções de até 18,08% na carga térmica, aumento de até 30% nas horas de conforto⁶ e bloqueio solar de até 39,68%⁷ com o uso de brises em edifícios comerciais. No entanto, as variáveis condições climáticas regionais do Brasil impedem a definição de um desempenho absoluto.
A arquitetura moderna brasileira passou a compreender a fachada como um elemento ativo de mediação entre interior e exterior¹, incorporando dispositivos de controle solar e estratégias de ventilação natural que contribuem diretamente para o desempenho ambiental das edificações.²
Espaços de transição, como varandas, atuam como camadas intermediárias³, reduzindo a incidência direta de radiação solar⁴, favorecendo a ventilação natural e suavizando variações térmicas, com potencial significativo de redução das horas de desconforto térmico e da dependência de climatização artificial.⁵
Estudos indicam reduções de até 18,08% na carga…
Descrição
O edifício para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), fruto de concurso, simboliza o primeiro uso de brise soleil da arquitetura no Brasil. Para o concurso foram apresentadas propostas de Jorge Moreira e Ernani Vasconcellos, com projeto de quadriculas de brises nas fachadas Norte e Oeste, e de Oscar Niemeyer, Fernando Saturnino de Britto e Cassio Veiga de Sá, com esquina côncava e fachadas com planos de zigue-zague, nos quais cada um dos planos com maior incidência é uma face sem abertura, enquanto a face oposta é envidraçada. (IZAGA, 2022)
O projeto enfrentou condicionantes urbanísticas específicas, em terreno doado pelo prefeito em área plana resultante do desmonte do Morro do Castelo, inserido na expansão do centro segundo o plano de Alfred Agache, na esquina das ruas México e Araújo Porto Alegre, nas proximidades do Teatro Municipal, do Museu Nacional e da Biblioteca Nacional.(ibid) O programa previa doze pavimentos com salas de escritório, biblioteca, setor administrativo e áreas de encontro e lazer, incluindo piscina no subsolo, além de térreo com lojas.
O projeto vencedor, dos irmãos Milton e Marcelo Roberto, adotou fachada com brises fixos de concreto, capazes de filtrar a incidência solar nas fachadas Norte e Oeste, combinados com áreas avarandadas que permitiam a dissipação do calor antes das esquadrias envidraçadas dos escritórios. Fontes indicam divergências entre a apresentação do concurso, divulgada em 1936, e a proposta executada. No acervo dos irmãos arquitetos - MMM Roberto -, disponível na NPD UFRJ, há perspectivas e elevações sem data que revelam outra configuração das fachadas, com inclusão de brises horizontais e abertura adicional acima dos pavimentos com brises verticais. Entretanto, não há registros das motivações ou das datas dessas alterações. Durante a pesquisa, não foram localizados os detalhamentos das esquadrias internas; assim, a modelagem baseia-se nas fotografias das esquadrias existentes no edifício, caracterizadas por vãos piso a teto, com basculantes na porção superior, provavelmente correspondentes ao sexto pavimento
Durante a pesquisa, não foram localizados os detalhamentos das esquadrias internas; assim, a modelagem baseia-se nas fotografias das esquadrias existentes no edifício, caracterizadas por vãos piso a teto, com basculantes na porção superior, provavelmente correspondentes ao sexto pavimento.
O edifício para a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), fruto de concurso, simboliza o primeiro uso de brise soleil da arquitetura no Brasil. Para o concurso foram apresentadas propostas de Jorge Moreira e Ernani Vasconcellos, com projeto de quadriculas de brises nas fachadas Norte e Oeste, e de Oscar Niemeyer, Fernando Saturnino de Britto e Cassio Veiga de Sá, com esquina côncava e fachadas com planos de zigue-zague, nos quais cada um dos planos com maior incidência é uma face sem abertura, enquanto a face oposta é envidraçada. (IZAGA, 2022)
O projeto enfrentou condicionantes urbanísticas específicas, em terreno doado pelo…
Estado
Construído, descaracterização baixa
Construído, descaracterização baixa
Uso original
Institucional
Institucional
Uso atual
Institucional, comercial
Institucional, comercial
Instituição depositária
Núcleo de Pesquisa e Documentação Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (NPD-UFRJ)
Núcleo de Pesquisa e Documentação Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (NPD-UFRJ)
Contato
https://npd.fau.ufrj.br/
https://npd.fau.ufrj.br/
Créditos
NPD UFRJ
Fotografias contemporâneas de Leonardo Finotti
Fotografias históricas: Acervo NPD UFRJ, The Architectural Review
NPD UFRJ
Fotografias contemporâneas de Leonardo Finotti
Fotografias históricas: Acervo NPD UFRJ, The Architectural Review

Fontes e referências