Sede do Clube Harmonia [título atribuído]. Fotografia de Leonardo Finotti.
Sede do Clube Harmonia [título atribuído]. Fotografia de Leonardo Finotti.
Solução projetual
Brise móvel metálico com lona tensionada
Nome do projeto

Sede do Clube Harmonia

Solução projetual
Brise móvel metálico com lona tensionada
Tipo de solução
Controle solar, conforto ambiental, elementos industrializados, controle solar
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Autoria atribuída
Fábio Penteado, Teru Tamaki
Ano
1958-1964
Estado
Construído, descaracterização baixa

Modelos 3D

  • EX-051-3D-Sede Harmonia.3dm
  • EX-051-3D-Sede Harmonia.dwg
  • EX-051-2D-Sede Harmonia.dwg
  • EX-051-2D-Sede Harmonia.pdf

Aspectos inovadores

Aspectos principais
O projeto para sede do Clube Harmonia inova na incorporação de um elemento de fechamento multifuncional: brise móvel para sombreamento com três posições distintas - vertical, 45 graus e 90 graus-, abrigo para pedestres e privacidade em relação à vizinhança. Outro ponto de inovação diz respeito à materialidade distinta das usualmente empregadas - brise de lona tensionada aplicada sobre quadro de estrutura metálica.
O projeto para sede do Clube Harmonia inova na incorporação de um elemento de fechamento multifuncional: brise móvel para sombreamento com três posições distintas - vertical, 45 graus e 90 graus-, abrigo para pedestres e privacidade em relação à vizinhança. Outro ponto de inovação diz respeito à materialidade distinta das usualmente empregadas - brise de lona tensionada aplicada sobre quadro de estrutura metálica.
Relevância / contribuição
O projeto demonstra a pertinência de se concentrar múltiplas funções em um único elemento - privacidade, sombreamento e abrigo -, estratégia ainda atual no debate sobre racionalização e desempenho ambiental nas edificações. Ao integrar essas atribuições em um sistema móvel de fachada, reduz-se a sobreposição de componentes e potencializa-se a eficiência construtiva. A exploração de nova materialidade com uso de elemento leve, distinta das soluções convencionais, amplia o repertório técnico e formal de estratégias para o controle solar.
O projeto demonstra a pertinência de se concentrar múltiplas funções em um único elemento - privacidade, sombreamento e abrigo -, estratégia ainda atual no debate sobre racionalização e desempenho ambiental nas edificações. Ao integrar essas atribuições em um sistema móvel de fachada, reduz-se a sobreposição de componentes e potencializa-se a eficiência construtiva. A exploração de nova materialidade com uso de elemento leve, distinta das soluções convencionais, amplia o repertório técnico e formal de estratégias para o controle solar.
Aspectos técnicos contemporâneos
As membranas têxteis caracterizam-se pela versatilidade e capacidade de vencer grandes vãos com baixo peso próprio, contribuindo para a eficiência estrutural. Sua maleabilidade permite a adoção de geometrias diversas. Aplicadas principalmente em coberturas, apresentam propriedades de impermeabilidade e resistência ao fogo, podendo atuar como elementos de fechamento, sombreamento ou até como membranas estruturais¹.
A predominância da cor branca favorece a translucidez e a alta refletância térmica, reduzindo o consumo energético com iluminação artificial e climatização, além de melhorar o conforto térmico e acústico. As membranas podem ser compostas por diferentes materiais como poliéster com PVC*, fibra de vidro com PTFE*, ETFE*, aramida com PVC*, silicone e PTFE* expandido, além de receber tratamentos superficiais (toppings) que ampliam sua durabilidade e facilitam a manutenção¹.
Outras materialidades para essa finalidade são: as chapas perfuradas que promovem sombreamento com integração visual e desempenho variável conforme geometria, cor, espessura e padrão de perfuração³; e o vidro eletrocrômico e sistemas microestruturados de redirecionamento da luz, os quais apresentam potenciais relevantes de controle solar para climas quentes, embora ainda careçam de estudos mais aprofundados no contexto brasileiro².
* PVC - Policloreto de Vinila; PTFE- Politetrafluoroetileno; ETFE - Etileno Tetrafluoroetileno
As membranas têxteis caracterizam-se pela versatilidade e capacidade de vencer grandes vãos com baixo peso próprio, contribuindo para a eficiência estrutural. Sua maleabilidade permite a adoção de geometrias diversas. Aplicadas principalmente em coberturas, apresentam propriedades de impermeabilidade e resistência ao fogo, podendo atuar como elementos de fechamento, sombreamento ou até como membranas estruturais¹.
A predominância da cor branca favorece a translucidez e a alta refletância térmica, reduzindo o consumo energético com iluminação artificial e climatização, além de melhorar o conforto térmico e acústico. As membranas podem ser compostas por diferentes materiais como poliéster com PVC*, fibra de vidro com PTFE*, ETFE*, aramida com PVC*, silicone e PTFE* expandido, além de receber tratamentos superficiais (toppings) que ampliam sua durabilidade e facilitam a manutenção¹.
Outras materialidades para essa finalidade são: as chapas perfuradas que promovem sombreamento com integração visual e desempenho variável conforme geometria, cor, espessura e padrão de perfuração³; e o vidro eletrocrômico e sistemas microestruturados de redirecionamento da luz, os quais apresentam potenciais relevantes de controle solar para climas quentes, embora ainda careçam de estudos mais aprofundados no contexto brasileiro².
* PVC - Policloreto de Vinila; PTFE- Politetrafluoroetileno; ETFE - Etileno Tetrafluoroetileno

Ficha técnica

Solução projetual
Brise móvel metálico com lona tensionada
Brise móvel metálico com lona tensionada
Nome do projeto
Sede do Clube Harmonia
Sede do Clube Harmonia
Autoria atribuída
Fábio Penteado, Teru Tamaki
Fábio Penteado, Teru Tamaki
Ano
1958-1964
1958-1964
Local
R. Canadá, 658 - Jardim America, São Paulo - SP
R. Canadá, 658 - Jardim America, São Paulo - SP
Região
Sudeste
Sudeste
Equipe técnica e fornecedores
Oswaldo Moura Abreu, Nelson de Barros Camargo, Waldemar Tietz, cálculo estrutural Igor Sresnewsky, painel Antonio Henrique Amaral, paisagismo Walter Doening, Luis César Pires de Mello; Construtora: Moraes Dantas
Oswaldo Moura Abreu, Nelson de Barros Camargo, Waldemar Tietz, cálculo estrutural Igor Sresnewsky, painel Antonio Henrique Amaral, paisagismo Walter Doening, Luis César Pires de Mello; Construtora: Moraes Dantas
Escolha do projeto
Solução de brise-soleil para controle solar com materialidade pouco usual, executada em lona tensionada aplicada a quadro metálico articulado, com três opções de posicionamento. O painel é concebido também como elemento de fechamento da fachada, oferecendo privacidade para os ambientes internos.
Solução de brise-soleil para controle solar com materialidade pouco usual, executada em lona tensionada aplicada a quadro metálico articulado, com três opções de posicionamento. O painel é concebido também como elemento de fechamento da fachada, oferecendo privacidade para os ambientes internos.
Relevância / contribuição
O projeto demonstra a pertinência de se concentrar múltiplas funções em um único elemento - privacidade, sombreamento e abrigo -, estratégia ainda atual no debate sobre racionalização e desempenho ambiental nas edificações. Ao integrar essas atribuições em um sistema móvel de fachada, reduz-se a sobreposição de componentes e potencializa-se a eficiência construtiva. A exploração de nova materialidade com uso de elemento leve, distinta das soluções convencionais, amplia o repertório técnico e formal de estratégias para o controle solar.
O projeto demonstra a pertinência de se concentrar múltiplas funções em um único elemento - privacidade, sombreamento e abrigo -, estratégia ainda atual no debate sobre racionalização e desempenho ambiental nas edificações. Ao integrar essas atribuições em um sistema móvel de fachada, reduz-se a sobreposição de componentes e potencializa-se a eficiência construtiva. A exploração de nova materialidade com uso de elemento leve, distinta das soluções convencionais, amplia o repertório técnico e formal de estratégias para o controle solar.
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Concreto moldado in loco
Elementos arquitetônicos
Fachada, brise
Fachada, brise
Material
Variados
Variados
Aspectos principais
O projeto para sede do Clube Harmonia inova na incorporação de um elemento de fechamento multifuncional: brise móvel para sombreamento com três posições distintas - vertical, 45 graus e 90 graus-, abrigo para pedestres e privacidade em relação à vizinhança. Outro ponto de inovação diz respeito à materialidade distinta das usualmente empregadas - brise de lona tensionada aplicada sobre quadro de estrutura metálica.
O projeto para sede do Clube Harmonia inova na incorporação de um elemento de fechamento multifuncional: brise móvel para sombreamento com três posições distintas - vertical, 45 graus e 90 graus-, abrigo para pedestres e privacidade em relação à vizinhança. Outro ponto de inovação diz respeito à materialidade distinta das usualmente empregadas - brise de lona tensionada aplicada sobre quadro de estrutura metálica.
Aspectos técnicos contemporâneos
As membranas têxteis caracterizam-se pela versatilidade e capacidade de vencer grandes vãos com baixo peso próprio, contribuindo para a eficiência estrutural. Sua maleabilidade permite a adoção de geometrias diversas. Aplicadas principalmente em coberturas, apresentam propriedades de impermeabilidade e resistência ao fogo, podendo atuar como elementos de fechamento, sombreamento ou até como membranas estruturais¹.
A predominância da cor branca favorece a translucidez e a alta refletância térmica, reduzindo o consumo energético com iluminação artificial e climatização, além de melhorar o conforto térmico e acústico. As membranas podem ser compostas por diferentes materiais como poliéster com PVC*, fibra de vidro com PTFE*, ETFE*, aramida com PVC*, silicone e PTFE* expandido, além de receber tratamentos superficiais (toppings) que ampliam sua durabilidade e facilitam a manutenção¹.
Outras materialidades para essa finalidade são: as chapas perfuradas que promovem sombreamento com integração visual e desempenho variável conforme geometria, cor, espessura e padrão de perfuração³; e o vidro eletrocrômico e sistemas microestruturados de redirecionamento da luz, os quais apresentam potenciais relevantes de controle solar para climas quentes, embora ainda careçam de estudos mais aprofundados no contexto brasileiro².
* PVC - Policloreto de Vinila; PTFE- Politetrafluoroetileno; ETFE - Etileno Tetrafluoroetileno
As membranas têxteis caracterizam-se pela versatilidade e capacidade de vencer grandes vãos com baixo peso próprio, contribuindo para a eficiência estrutural. Sua maleabilidade permite a adoção de geometrias diversas. Aplicadas principalmente em coberturas, apresentam propriedades de impermeabilidade e resistência ao fogo, podendo atuar como elementos de fechamento, sombreamento ou até como membranas estruturais¹.
A predominância da cor branca favorece a translucidez e a alta refletância térmica, reduzindo o consumo energético com iluminação artificial e climatização, além de melhorar o conforto térmico e acústico. As membranas podem…
Descrição
O projeto para a sede do Clube Harmonia tem origem no concurso de 1958, no qual Fábio Penteado, Luís Forte Neto e José Maria Gandolfi figuram como vencedores. A proposta é publicada na revista Acrópole n° 260, em 1960, mas não há indicação de que tenha sido executada naquele momento. Posteriormente, em 1967, a mesma revista publica os detalhamentos do projeto, já com autoria atribuída a Fábio Penteado e Alfredo Paesani. Em 1971, na edição n° 384, são divulgadas as fotografias do edifício construído, indicando autoria de Fábio Penteado, Alfredo Paesani e Teru Tamaki.

A revista menciona tanto o concurso de 1958 quanto um segundo concurso, realizado em 1964 e igualmente promovido pelo IAB, sem esclarecer as razões para a repetiçã, sobretudo considerando que, em ambos os casos, o projeto final é atribuído a Fábio Penteado e seus associados. Tal lacuna documental suscita questionamentos sobre o processo de consolidação da proposta executada e sobre os desdobramentos institucionais do projeto.

Do ponto de vista arquitetônico, a fachada do edifício incorpora um elemento de fechamento com função tripla: brises móveis para sombreamento, com três posições distintas; abrigo para pedestres na entrada; e garantia de privacidade em relação à vizinhança, considerando as características do lote e de sua implantação. Outro ponto de inovação diz respeito à materialidade adotada, distinta das usualmente empregadas - lona e estrutura metálica.
Gioto (2013, p.219) destaca o aspecto sensorial da solução: “A luminosidade proveniente dos domos de cobertura e que vaza tingida de laranja pelas laterais do prédio instaura uma ambientação espessa, onde a passagem do tempo e os humores do clima podem ser sentidos através das variações luminosas ao longo do dia. Dessa forma se evoca o exterior no interior, de forma indireta e sensorial, instigando outras descobertas."
O projeto para a sede do Clube Harmonia tem origem no concurso de 1958, no qual Fábio Penteado, Luís Forte Neto e José Maria Gandolfi figuram como vencedores. A proposta é publicada na revista Acrópole n° 260, em 1960, mas não há indicação de que tenha sido executada naquele momento. Posteriormente, em 1967, a mesma revista publica os detalhamentos do projeto, já com autoria atribuída a Fábio Penteado e Alfredo Paesani. Em 1971, na edição n° 384, são divulgadas as fotografias do edifício construído, indicando autoria de Fábio Penteado, Alfredo Paesani e Teru Tamaki.

A revista menciona tanto o concurso de 1958 quanto um segundo…
Estado
Construído, descaracterização baixa
Construído, descaracterização baixa
Uso original
Esportivo, recreação
Esportivo, recreação
Uso atual
Esportivo, recreação
Esportivo, recreação
Instituição depositária
Arquivo Fabio Penteado
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Créditos
Arquivo Fabio Penteado
Biblioteca da FAU USP
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Fontes e referências