Detalhe dos brises do edifício Abaeté [título atribuído]. Fotografia de Nelson Kon.
Detalhe dos brises do edifício Abaeté [título atribuído]. Fotografia de Nelson Kon.
Solução projetual
Brises metálicos móveis e fachada com elementos industrializados
Nome do projeto

Edifício Abaeté

Solução projetual
Brises metálicos móveis e fachada com elementos industrializados
Tipo de solução
Controle solar, conforto ambiental, fachada, elementos industrializados
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Autoria atribuída
Abrahão Sanovicz
Ano
1963-1968
Estado
Construído, descaracterização baixa

Modelos 3D

  • EX-031-3D-Edificio Abaete.3dm
  • EX-031-2D-Edificio Abaete _1_.dwg
  • EX-031-3D-Edificio Abaete.dwg
  • EX-031-2D-Edificio Abaete.pdf

Aspectos inovadores

Aspectos principais
O Edifício Abaeté apresenta duas inovações projetuais nas fachadas da torre: brises metálicos móveis que permitem o manuseio independente para cada lâmina; e o uso de elementos pré-fabricados nas vedações das fachadas. Os brises, inspirados na obra do escultor concretista Yaacov Agam, conferem dinamismo ao volume da torre, alterando sua aparência conforme o posicionamento das peças pivotantes. Produzidos industrialmente, os brises metálicos funcionam também como venezianas para as janelas dos dormitórios. Já as vedações das fachadas, detalhadas e executadas por Luiz Sacilotto, combinam caixilhos metálicos de piso a teto com folhas centrais de correr, esquadrias basculantes na parte superior e placas de fibrocimento pré-fabricadas instaladas na parte inferior das aberturas. A solução evidencia um forte diálogo entre arte e produção arquitetônica, aspecto recorrente na trajetória de Sanovicz.
O Edifício Abaeté apresenta duas inovações projetuais nas fachadas da torre: brises metálicos móveis que permitem o manuseio independente para cada lâmina; e o uso de elementos pré-fabricados nas vedações das fachadas. Os brises, inspirados na obra do escultor concretista Yaacov Agam, conferem dinamismo ao volume da torre, alterando sua aparência conforme o posicionamento das peças pivotantes. Produzidos industrialmente, os brises metálicos funcionam também como venezianas para as janelas dos dormitórios. Já as vedações das fachadas, detalhadas e executadas por Luiz Sacilotto, combinam caixilhos metálicos de piso a teto com folhas centrais de correr, esquadrias basculantes na parte superior e placas de fibrocimento pré-fabricadas instaladas na parte inferior das aberturas. A solução evidencia um forte diálogo entre arte e produção arquitetônica, aspecto recorrente na trajetória de Sanovicz.
Relevância / contribuição
O Edifício Abaeté se constitui como um dos poucos exemplares do período que, até o presente momento, mantém os brises metálicos da fachada sem que a solução tenha sido substituída por sistemas mecanizados de refrigeração ou removidas sob justificativas ligadas à manutenção do conjunto. Algumas hipóteses podem ser levantadas para a preservação do sistema original: o detalhamento atencioso e o correto dimensionamento das peças e dos materiais utilizados em sua execução, resultando em uma baixa necessidade de manutenção dos brises; a viabilidade dos moradores de garantir financeiramente a manutenção da edificação, localizada em região de alta concretação de renda na cidade de São Paulo; a adesão cultural dos moradores às soluções arquitetônicas contempladas no projeto do edifício.
O Edifício Abaeté se constitui como um dos poucos exemplares do período que, até o presente momento, mantém os brises metálicos da fachada sem que a solução tenha sido substituída por sistemas mecanizados de refrigeração ou removidas sob justificativas ligadas à manutenção do conjunto. Algumas hipóteses podem ser levantadas para a preservação do sistema original: o detalhamento atencioso e o correto dimensionamento das peças e dos materiais utilizados em sua execução, resultando em uma baixa necessidade de manutenção dos brises; a viabilidade dos moradores de garantir financeiramente a manutenção da edificação, localizada em região de alta concretação de renda na cidade de São Paulo; a adesão cultural dos moradores às soluções arquitetônicas contempladas no projeto do edifício.
Aspectos técnicos contemporâneos
Fachadas modulares pré-fabricadas podem ser produzidas em diferentes tecnologias e materialidades, com vantagens na agilidade, produtividade e na redução de impactos ambientais. Sistemas de fachadas unitizadas* podem oferecer maior controle dimensional e previsibilidade ¹, enquanto sistemas como o Light Steel Framing* reduzem peso e etapas construtivas e consumo energético, com diminuição de até 73% na mão de obra, 86,7% nos resíduos e 93,5% no consumo de água. ²

Também podem ser exploradas outras tecnologias modulares e distintas materialidades, com possibilidades de customização e variação de geometria, aberturas e dispositivos de sombreamento, sem comprometer a lógica de padronização e eficiência produtiva ³.

Em um contexto de escassez de mão de obra, evolução tecnológica e maiores exigências de desempenho *, as fachadas passam a assumir papel estratégico para a eficiência energética, o conforto ambiental e a racionalização construtiva ³. Nesse sentido, a eficácia das fachadas industrializadas depende principalmente da gestão do processo, coordenação, compatibilização, detalhamento e controle de tolerâncias e interfaces ⁴.
Fachadas modulares pré-fabricadas podem ser produzidas em diferentes tecnologias e materialidades, com vantagens na agilidade, produtividade e na redução de impactos ambientais. Sistemas de fachadas unitizadas* podem oferecer maior controle dimensional e previsibilidade ¹, enquanto sistemas como o Light Steel Framing* reduzem peso e etapas construtivas e consumo energético, com diminuição de até 73% na mão de obra, 86,7% nos resíduos e 93,5% no consumo de água. ²

Também podem ser exploradas outras tecnologias modulares e distintas materialidades, com possibilidades de customização e variação de geometria, aberturas e dispositivos de sombreamento, sem comprometer a lógica de padronização e eficiência produtiva ³.

Em um contexto de escassez de mão de obra, evolução tecnológica e maiores exigências de desempenho *, as fachadas passam a assumir papel estratégico para a eficiência energética, o conforto ambiental e a racionalização construtiva ³. Nesse sentido, a eficácia das fachadas industrializadas depende principalmente da gestão do processo, coordenação, compatibilização, detalhamento e controle de tolerâncias e interfaces ⁴.

Ficha técnica

Solução projetual
Brises metálicos móveis e fachada com elementos industrializados
Brises metálicos móveis e fachada com elementos industrializados
Nome do projeto
Edifício Abaeté
Edifício Abaeté
Autoria atribuída
Abrahão Sanovicz
Abrahão Sanovicz
Ano
1963-1968
1963-1968
Local
Rua Fiandeiras, 479 - Vila Olímpia, São Paulo - SP
Rua Fiandeiras, 479 - Vila Olímpia, São Paulo - SP
Região
Sudeste
Sudeste
Equipe técnica e fornecedores
Construtora Carraresi - Dell’Acqua
Construtora Carraresi - Dell’Acqua
Escolha do projeto
Emprego de brise-soleil metálicos como elementos de controle solar nas fachadas do edifício, projetados para permitir manuseio individual e independente das lâminas de brises. Utilização de sistema leve de vedação das fachadas por meio de placas de fibrocimento apoiadas em estrutura metálica.
Emprego de brise-soleil metálicos como elementos de controle solar nas fachadas do edifício, projetados para permitir manuseio individual e independente das lâminas de brises. Utilização de sistema leve de vedação das fachadas por meio de placas de fibrocimento apoiadas em estrutura metálica.
Relevância / contribuição
O Edifício Abaeté se constitui como um dos poucos exemplares do período que, até o presente momento, mantém os brises metálicos da fachada sem que a solução tenha sido substituída por sistemas mecanizados de refrigeração ou removidas sob justificativas ligadas à manutenção do conjunto. Algumas hipóteses podem ser levantadas para a preservação do sistema original: o detalhamento atencioso e o correto dimensionamento das peças e dos materiais utilizados em sua execução, resultando em uma baixa necessidade de manutenção dos brises; a viabilidade dos moradores de garantir financeiramente a manutenção da edificação, localizada em região de alta concretação de renda na cidade de São Paulo; a adesão cultural dos moradores às soluções arquitetônicas contempladas no projeto do edifício.
O Edifício Abaeté se constitui como um dos poucos exemplares do período que, até o presente momento, mantém os brises metálicos da fachada sem que a solução tenha sido substituída por sistemas mecanizados de refrigeração ou removidas sob justificativas ligadas à manutenção do conjunto. Algumas hipóteses podem ser levantadas para a preservação do sistema original: o detalhamento atencioso e o correto dimensionamento das peças e dos materiais utilizados em sua execução, resultando em uma baixa necessidade de manutenção dos brises; a viabilidade dos moradores de garantir financeiramente a manutenção da edificação, localizada em região de alta…
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Concreto moldado in loco
Elementos arquitetônicos
Brise
Brise
Material
Fibrocimento, alumínio
Fibrocimento, alumínio
Aspectos principais
O Edifício Abaeté apresenta duas inovações projetuais nas fachadas da torre: brises metálicos móveis que permitem o manuseio independente para cada lâmina; e o uso de elementos pré-fabricados nas vedações das fachadas. Os brises, inspirados na obra do escultor concretista Yaacov Agam, conferem dinamismo ao volume da torre, alterando sua aparência conforme o posicionamento das peças pivotantes. Produzidos industrialmente, os brises metálicos funcionam também como venezianas para as janelas dos dormitórios. Já as vedações das fachadas, detalhadas e executadas por Luiz Sacilotto, combinam caixilhos metálicos de piso a teto com folhas centrais de correr, esquadrias basculantes na parte superior e placas de fibrocimento pré-fabricadas instaladas na parte inferior das aberturas. A solução evidencia um forte diálogo entre arte e produção arquitetônica, aspecto recorrente na trajetória de Sanovicz.
O Edifício Abaeté apresenta duas inovações projetuais nas fachadas da torre: brises metálicos móveis que permitem o manuseio independente para cada lâmina; e o uso de elementos pré-fabricados nas vedações das fachadas. Os brises, inspirados na obra do escultor concretista Yaacov Agam, conferem dinamismo ao volume da torre, alterando sua aparência conforme o posicionamento das peças pivotantes. Produzidos industrialmente, os brises metálicos funcionam também como venezianas para as janelas dos dormitórios. Já as vedações das fachadas, detalhadas e executadas por Luiz Sacilotto, combinam caixilhos metálicos de piso a teto com folhas centrais…
Aspectos técnicos contemporâneos
Fachadas modulares pré-fabricadas podem ser produzidas em diferentes tecnologias e materialidades, com vantagens na agilidade, produtividade e na redução de impactos ambientais. Sistemas de fachadas unitizadas* podem oferecer maior controle dimensional e previsibilidade ¹, enquanto sistemas como o Light Steel Framing* reduzem peso e etapas construtivas e consumo energético, com diminuição de até 73% na mão de obra, 86,7% nos resíduos e 93,5% no consumo de água. ²

Também podem ser exploradas outras tecnologias modulares e distintas materialidades, com possibilidades de customização e variação de geometria, aberturas e dispositivos de sombreamento, sem comprometer a lógica de padronização e eficiência produtiva ³.

Em um contexto de escassez de mão de obra, evolução tecnológica e maiores exigências de desempenho *, as fachadas passam a assumir papel estratégico para a eficiência energética, o conforto ambiental e a racionalização construtiva ³. Nesse sentido, a eficácia das fachadas industrializadas depende principalmente da gestão do processo, coordenação, compatibilização, detalhamento e controle de tolerâncias e interfaces ⁴.
Fachadas modulares pré-fabricadas podem ser produzidas em diferentes tecnologias e materialidades, com vantagens na agilidade, produtividade e na redução de impactos ambientais. Sistemas de fachadas unitizadas* podem oferecer maior controle dimensional e previsibilidade ¹, enquanto sistemas como o Light Steel Framing* reduzem peso e etapas construtivas e consumo energético, com diminuição de até 73% na mão de obra, 86,7% nos resíduos e 93,5% no consumo de água. ²

Também podem ser exploradas outras tecnologias modulares e distintas materialidades, com possibilidades de customização e variação de geometria, aberturas e…
Descrição
O Edifício Abaeté distingue-se pela adoção de duas estratégias inovadoras na fachada: brises móveis metálicos independentes da fachada e o emprego de componentes de vedação pré-fabricados. Segundo Silva (2004), os brises foram inspirados na obra do escultor concretista Yaacov Agam, apresentada na VII Bienal de São Paulo, em 1963. A referência não se limita ao campo formal, mas incorpora o princípio da transformação visual contínua. Como relata a autora, Abrahão Sanovicz comentou que, com os brises móveis do edifício - que fazem com que a fachada se altere constantemente -, realizaria um “Agam” em escala arquitetônica. Projetado em 1963 e construído em 1968, o edifício da Rua Pará evidencia essa intenção cinética: os painéis metálicos industrializados funcionam simultaneamente como dispositivos de sombreamento e como venezianas para os dormitórios, permitindo controle solar e ventilação. A solução, portanto, associa expressão plástica e desempenho ambiental.

No sistema de vedação, destacam-se os caixilhos metálicos de piso a teto, detalhados e fabricados pelo escultor Luiz Sacilotto, reforçando a interlocução com as artes visuais. A composição organiza-se em duas faixas envidraçadas na porção superior - folhas de correr abaixo e basculantes acima - e, na porção inferior, placas de fibrocimento pré-fabricadas. Vale apontar a aproximação do arquiteto com as artes plásticas, relação apresentada por Silva desde o início da trajetória profissional de Sanovicz, ampliando as possibilidades de diálogo entre arte e arquitetura, aspecto evidenciado neste projeto.
O Edifício Abaeté distingue-se pela adoção de duas estratégias inovadoras na fachada: brises móveis metálicos independentes da fachada e o emprego de componentes de vedação pré-fabricados. Segundo Silva (2004), os brises foram inspirados na obra do escultor concretista Yaacov Agam, apresentada na VII Bienal de São Paulo, em 1963. A referência não se limita ao campo formal, mas incorpora o princípio da transformação visual contínua. Como relata a autora, Abrahão Sanovicz comentou que, com os brises móveis do edifício - que fazem com que a fachada se altere constantemente -, realizaria um “Agam” em escala arquitetônica. Projetado em 1963 e…
Estado
Construído, descaracterização baixa
Construído, descaracterização baixa
Uso original
Habitacional
Habitacional
Uso atual
Habitacional
Habitacional
Instituição depositária
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP)
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP)
Contato
E-mail de Atendimento: bibfauatend@usp.br
Telefones: +55 (11) 3091-4518 / 3091-4519 / 3091-5038
Materiais Iconográficos/Obras Raras: maticon_bibfau@usp.br ou obrasrarasfau@usp.br
E-mail de Atendimento: bibfauatend@usp.br
Telefones: +55 (11) 3091-4518 / 3091-4519 / 3091-5038
Materiais Iconográficos/Obras Raras: maticon_bibfau@usp.br ou obrasrarasfau@usp.br
Créditos
Acervo Biblioteca FAU USP
Fotografias contemporâneas de Nelson Kon
Apoio de pesquisa: Helena Ayoub
Entrevista por Diva Sanovicz concedida a equipe IACAI em fevereiro de 2026.
Acervo Biblioteca FAU USP
Fotografias contemporâneas de Nelson Kon
Apoio de pesquisa: Helena Ayoub
Entrevista por Diva Sanovicz concedida a equipe IACAI em fevereiro de 2026.

Fontes e referências