Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) [título atribuído]. Fotografia de Leonardo Finotti
Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) [título atribuído]. Fotografia de Leonardo Finotti
Solução projetual
Janela bi-partida e elementos industrializados na fachada
Nome do projeto

Edifício Sede do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB)

Solução projetual
Janela bi-partida e elementos industrializados na fachada
Tipo de solução
Fachada, elementos industrializados, fachada pré fabricada, caixilho
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Autoria atribuída
Marcelo Roberto, Milton Roberto, Maurício Roberto
Ano
1939-1942
Estado
Construído, descaracterização baixa

Ficha técnica

Solução projetual
Janela bi-partida e elementos industrializados na fachada
Janela bi-partida e elementos industrializados na fachada
Nome do projeto
Edifício Sede do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB)
Edifício Sede do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB)
Autoria atribuída
Marcelo Roberto, Milton Roberto, Maurício Roberto
Marcelo Roberto, Milton Roberto, Maurício Roberto
Ano
1939-1942
1939-1942
Local
Av. Mal. Câmara, 171 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
Av. Mal. Câmara, 171 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
Região
Sudeste
Sudeste
Equipe técnica e fornecedores
Paisagismo: Roberto Burle Marx, Estrutura: Paulo Fragoso, Fundação: Odair Grillo, Mosaico: Paulo Werneck; Construtora: IR; Fornecedor: Eternit
Paisagismo: Roberto Burle Marx, Estrutura: Paulo Fragoso, Fundação: Odair Grillo, Mosaico: Paulo Werneck; Construtora: IR; Fornecedor: Eternit
Sistemas construtivos
Concreto moldado in loco
Concreto moldado in loco
Material
Fibrocimento
Fibrocimento
Descrição
O Edifício IRB apresenta diferentes soluções de interesse: adoção de diferentes elementos industrializados, janelas bi-partidas, estratégia de controle solar através de brises verticais e plantas flexiveis. A adoção de elementos industrializados - blocos de vidro nas circulações verticais, chapas pré-moldadas de concreto na fachada e divisórias internas leves - evidencia uma busca por montagem a seco e maior previsibilidade construtiva, além de internamente viabilizar a flexibilidade do espaço, um dos partidos de projeto. Montenegro Filho (2007) destaca a execução da fachada em apenas dezenove dias, por meio de módulos de concreto armado preenchidos com janelas padronizadas, ressaltando o caráter pioneiro da solução em 1942. Essa agilidade decorre não apenas da técnica, mas de um posicionamento projetual de aproximação com a indústria disponível na época. ​A janela bipartida surge como resposta simultaneamente técnica e econômica. Ao dividir a abertura em duas partes, com vidros menores, os autores reduzem custos associados às grandes superfícies de vidro, mantendo iluminação e ventilação adequadas. Carvalho (2006) apresenta as considerações de Milton Roberto, um dos autores, a respeito do edifício e dos pontos de interesse levantados em seu caráter experimental:

“No IRB fizemos duas experiências sérias: a da janela bipartida e a da parede externa montada a seco. A janela bipartida é o quinto melhoramento trazido ao elemento ‘janela’ desde que o mundo é mundo. A parede externa montada a seco foi aplicada pela primeira vez num edifício de concreto armado, e construída por processos mais simples que todos os já realizados.” (ROBERTO, M. apud CARVALHO, 2006, p. 288-9)

A autora destaca a utilização das divisórias internas industrializadas, por estrutura “balloon-frame” com contraplacado e vidro, por favorecer a flexibilidade da planta. Por fim, a questão do conforto ambiental, com estratégia de controle solar por brises, indica um avanço dos autores nesse tipo de solução, explorado desde o Edifício ABI, pioneiramente em 1936, revisando a configuração do espaço entre os aparatos de controle solar e as esquadrias. Carvalho cita a colocação de Milton neste ponto:

“[...] a seção foi uma espécie de estalo: modificamos o afastamento entre placas, fizemos cada uma delas trabalhar como calha refletora; revimos a zona de dispersão do calor, reduzindo-se muito com a inovação da tiragem vertical - abertura na laje em balanço que suporta as placas, protegendo a abertura com venezianas de eternit, que impedem a penetração do sol no solstício de verão.” (ibid)
O Edifício IRB apresenta diferentes soluções de interesse: adoção de diferentes elementos industrializados, janelas bi-partidas, estratégia de controle solar através de brises verticais e plantas flexiveis. A adoção de elementos industrializados - blocos de vidro nas circulações verticais, chapas pré-moldadas de concreto na fachada e divisórias internas leves - evidencia uma busca por montagem a seco e maior previsibilidade construtiva, além de internamente viabilizar a flexibilidade do espaço, um dos partidos de projeto. Montenegro Filho (2007) destaca a execução da fachada em apenas dezenove dias, por meio de módulos de concreto armado…
Estado
Construído, descaracterização baixa
Construído, descaracterização baixa
Uso original
Institucional
Institucional
Uso atual
Comercial, serviço
Comercial, serviço
Instituição depositária
Núcleo de Pesquisa e Documentação Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (NPD-UFRJ)
Núcleo de Pesquisa e Documentação Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ (NPD-UFRJ)
Contato
munizviana@fau.ufrj.br
https://npd.fau.ufrj.br/
munizviana@fau.ufrj.br
https://npd.fau.ufrj.br/
Créditos
Fotografias contemporâneas Leonardo Finotti
Fotografias históricas: Acervo MMM Roberto NPD UFRJ
Fotografias contemporâneas Leonardo Finotti
Fotografias históricas: Acervo MMM Roberto NPD UFRJ

Fontes e referências